Um artigo do jornal britânico "Financial Times" critica duramente a resposta do governo brasileiro ao acidente envolvendo o avião da TAM.
Com o título "Desastre envolvido em farsa", o texto diz ser "difícil decidir qual das ações do governo após o pior desastre da história da aviação brasileira é mais representativa da incompetência de sua resposta a uma crise que já durava pelo menos dez meses".
E pergunta se "terá sido a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não aparecer em público até três dias depois do acidente ou a de não fazer nenhuma declaração nas primeiras quatro horas [sua mensagem de condolências chegou depois, por exemplo, do que aquela do presidente Néstor Kirchner da Argentina]?"
A seguir o texto cita o fato do então ministro da Defesa Waldir Pires negar ter responsabilidade pelo acidente repetidas vezes e afirma que ele deveria ter sido afastado do cargo em setembro do ano passado, após o acidente com o avião da Gol que deixou 154 mortos.
O artigo fala ainda do fato de os diretores da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, terem sido condecorados "quando deveriam receber reprimendas ou as demissões que merecem" e comenta ainda o episódio da filmagem que registrou o momento em que o assessor especial da presidência Marco Aurélio Garcia comemorava a notícia de um possível problema mecânico na aeronave.
A conclusão do jornal inglês é que "qualquer que seja a causa do acidente, ele era uma tragédia esperando para acontecer". E acrescenta: "A extrema necessidade de um governo mais eficiente no Brasil nunca esteve tão clara."
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