Fred Vasconcelos participou de um chat no UOL sobre a cobertura das operações da PF, dos quais se extraem os seguintes destaques:
"Essas operações começaram antes do governo Lula. O Brasil firmou compromissos em fóruns internacionais para combater o crime organizado. Essas operações fazem parte desse esforço, que requer instrumentos como a interceptação telefônica, a delação premiada. Tudo sob controle da Justiça, com acompanhamento devido do Ministério Público Federal."
"O que ocorre, a meu ver, é que a prisão temporária é vista como uma espécie de punição. Ela é feita quando há indícios de que o investigado pode vir a eliminar provas ou intimidar testemunhas. Mas se não ficam caracterizadas essas circunstâncias, ou se o investigado já respondeu, é natural que ele seja solto. O problema, a meu ver, é a impunidade mais adiante. E, para isso, contribui muito, a meu ver, o foro privilegiado. Em suma, a polícia não prende a a Justiça solta. É a justiça que manda prender e manda soltar."
"A Polícia Federal possui uma estrutura bem montada de mídia. Acredito que chega a "pautar" a imprensa. A imprensa deve, sim, tentar levar ao leitor outros lados dessa instituição. Há procuradores que se queixam da demora para cumprimento de mandados de prisão que não geram manchetes e holofotes. Mas, repito, isso tudo não tira o mérito dessas operações."
"É importante sempre lembrar que todas as operações são feitas a partir de autorização de um juiz. A democracia só tem a ganhar com o combate ao crime organizado que, inclusive, se ramifica inclusive no Judiciário. É saudável, a meu ver, que juízes autorizem, inclusive, a investigação de magistrados muito suspeitos."
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