terça-feira, 19 de junho de 2007

MP denuncia 39 na Xeque-Mate; irmão de Lula fica de fora

O Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul ofereceu denúncia criminal contra 39 acusados de integrarem a máfia dos caça-níqueis. A denúncia incluiu o compadre do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dario Morelli Filho, mas deixou de fora o irmão mais velho do Presidente, Genival Inácio da Silva.
Vavá havia sido indiciado pela PF por tráfico de influência e exploração de prestígio mas, segundo o Ministério Público, "não há elementos suficientes nos autos que indiquem a sua participação em qualquer uma das quadrilhas denunciadas". Já o relatório da Polícia Federal sobre a Operação Xeque-Mate apontava que Vavá tentava “vender facilidades” dentro do governo, usando o nome de Lula, em troca de dinheiro e à revelia do presidente. O inquérito da PF indiciou 101 pessoas.
Morelli foi denunciado por contrabando, formação de quadrilha e falsidade ideológica. O compadre do presidente é listado como sócio do chefe da máfia dos caça-níqueis, Nilton Servo, na exploração de máquinas caça-níqueis em Ilhabela (SP). Servo responderá por crimes de contrabando,formação de quadrilha, corrupção ativa e falsidade ideológica.
Morelli é acusado também de “fazer o pagamento de propinas aos policiais corruptos que, em contrapartida, não reprimem a atividade ilícita de exploração do jogo de azar”. Detido com outras 80 pessoas no dia 4, quando a operação foi deflagrada, o compadre de Lula não teve o pedido de prisão preventiva renovado e foi solto na semana passada.

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