domingo, 2 de setembro de 2007

O tráfico de armas na “Fronteira do Pó”

Parceiro das drogas no crime organizado, o tráfico de armas cresce nas fronteiras do Brasil com a Bolívia e o Paraguai na mesma proporção que a cocaína invade o Rio de Janeiro. O par é perfeito e atua em duas frentes (com vendedores distintos), mas com o mesmo comprador: os ‘donos’ dos morros e favelas do Rio e de São Paulo. Um comércio que movimenta no Brasil perto de R$ 19 bilhões por ano, segundo os dados da Organização das Nações Unidas (ONU), e no Rio de Janeiro chega aos R$ 88 milhões. E o mercado negro vende todos os tipos de armas. Desde o antigo revólver calibre 38 aos sofisticados fuzis e carabinas.
O Brasil compra 70% das armas de fogo no Paraguai, o que lhe garante o primeiro lugar no ranking de tráfi co de armamentos da América Latina. De acordo com a Polícia Federal, o tráfico de armas é o segundo em lucro na escala do crime organizado. Só perde para o comércio de drogas. A PF calcula que, para cada arma apreendida, outras 30 entram ilegalmente pelo país. “O tráfico de drogas Rio- São Paulo recebe mais armas a cada dia. E o Rio tem uma particularidade, pois as armas mudam de lugar: traficantes da mesma facção as emprestam a comparsas de favelas amigas para atacar os rivais e a polícia”, informa a Divisão de Repressão ao Tráfico de Armas da PF. A Polícia Civil aponta o Complexo do Alemão, em Ramos, como a favela com maior arsenal do Rio. E estima que lá existam entre 100 e 120 fuzis, além de granadas e outras armas de menor porte. A Rocinha, em São Conrado, e a Coréia, em Senador Camará, têm perto de 100 fuzis.
Não há discrição no comércio de armas. Enquanto no tráfico o rótulo é de crime, fuzis, escopetas e revólveres são vistos como objetos de colecionadores e de proteção. Todos podem ser vendidos. O perigo maior é que os bandidos se aproveitem das facilidades, armem seus exércitos e ataquem inocentes cariocas.
Copiado de http://falando-a-verdade.blogspot.com/

Nenhum comentário: