segunda-feira, 16 de julho de 2007

MEMÓRIA - Como e por que ativar a memória

Imagine um dia você acordar no mesmo quarto em que dorme há anos e achar que está em um local estranho. Observar os porta-retratos e álbuns de família e não reconhecer ninguém. Ir até o espelho e levar um susto ao enxergar o reflexo de um desconhecido, sem nome, sem endereço, sem passado, sem história... Conviver com este 'branco', acho que a maioria concorda, é tão assustador quanto receber o diagnóstico de uma doença grave, como câncer, diabetes ou Aids. Hoje, grande parte desse medo está relacionada ao aumento da expectativa de vida e, por conseqüência, do número de casos de mal de Alzheimer, um tipo de demência que atinge em cheio a memória da população idosa. Como a maioria dos homens e mulheres conquista o auge profissional perto dos 40 anos e recorre à aposentadoria cada vez mais tarde, manter a mente sã e ativa pelo máximo de tempo possível passou a ser fundamental.
Mas a perda de memória nem precisa ser tão grave (decorrente, por exemplo, da seqüela de um distúrbio ou doença) para gerar preocupações, inclusive entre aqueles mais jovens. Quem já esqueceu a data de uma importante entrevista de emprego, foi vítima de 'amnésia' no tão disputado vestibular ou teve a carteira de habilitação suspensa por não se lembrar de renová-la, sabe muito bem os transtornos que os esquecimentos eventuais também costumam causar.
MANEIRAS DE TURBINAR OS NEURÔNIOS
Esqueça a história de que o cérebro é um músculo que precisa ser exercitado. Segundo o especialista Cláudio Guimarães, a estimulação dos neurônios jamais pode ser comparada àquelas seqüências de treino padronizadas e repetitivas das academias de ginástica. "Como a memorização é algo dinâmico e personalizado, cada um terá a sua fórmula para ativá-la", avisa. Não existe receita de bolo, mas vale começar memorizando algumas dicas:
Nada pode ativar tantas áreas importantes do cérebro quanto o exercício de abrir um livro interessante e se deliciar com a narrativa. Por que? Para que você possa ler uma frase, por exemplo, os neurônios precisam puxar da sua memória as regras de gramática. Para passar para o parágrafo seguinte, eles cuidam de memorizar o anterior. E para finalmente entender a história contada, a sua massa encefálica fará um esforço a fim de oferecer um conhecimento básico, que já foi armazenado ao longo da sua vida.

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