A imprensa pouco comenta, mas todas as operações realizadas pela Polícia Federal (PF) são resultado da ação do Poder Judiciário. Quase nada se diz a respeito daqueles que tornaram possível cada passo dos agentes policiais.
A mais recente – e também de maior repercussão – foi a chamada Operação Hurricane (Furação), deflagrada em 13 de Abril. Uma das maiores da história policial, envolveu 400 agentes e aprendeu duas toneladas de documentos, 19 armas, 51 veículos de luxo, 523 jóias, 160 relógios de marcas famosas, dinheiro e cheques no valor de 10 milhões de reais.
A investigação começou há um ano, na 6ª Vara Criminal Federal do Rio, com a juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, e foi remetida pelo procurador geral da República, Antônio Fernando de Souza, para o Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado. O inquérito passou então a ser presidido pelo ministro Cezar Peluso. As apurações também estão sendo feitas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), presididos pelo ministro Felix Fischer, pautados pelo respeito irrestrito à lei e à Constituição.
Ministros do STF foram decisivos no bloqueio de bens de mais de cem envolvidos com a máfia do jogo. Isso aconteceu depois de tentativas de saques de R$ 4 milhões em agências bancárias do país por alguns dos suspeitos apontados pela operação policial. Em abril, a juíza que começou as investigações determinou a suspensão do sigilo bancário dos suspeitos sem direito a foro privilegiado Ana Paula também prorrogou a prisão temporária de quatro dos envolvidos.
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